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NOTA DE REPÚDIO

APMP repudia atentado contra a vida de Promotor de Minas Gerais

24/02/2015

NOTA DE REPÚDIO

A ASSOCIAÇÃO PARANAENSE DO MINISTÉRIO PÚBLICO, entidade de classe que congrega Promotores e Procuradores de Justiça, vem a público manifestar REPÚDIO ao atentado contra a vida do Promotor de Justiça Marcus Vinícius Ribeiro Cunha, ocorrido na noite deste último sábado, 21 de fevereiro de 2015, na Cidade de Monte Carmelo, Estado de Minas Gerais.

O promotor de Justiça Marcus Vinícius Ribeiro foi baleado por um motociclista. E, após a tentativa de homicídio, uma força-tarefa envolvendo vários órgãos de segurança foi montada e dois suspeitos presos.

Consta nos relatos da Polícia Civil que o crime teria sido planejado pelo ex-vereador e ex-presidente da Câmara Valdelei José de Oliveira, e executado por Juliano Aparecido de Oliveira, filho do ex-parlamentar, que teria confessado a tentativa de assassinato. O caso, no entanto, ainda está sendo investigado, mas o delegado Wilton José Fernandes informou que o crime pode ter sido motivado por vingança, uma vez que o promotor denunciou Valdelei por fraudes em licitações e contratos públicos.

Diante do exposto, a Associação Paranaense do Ministério Público se solidariza com os Promotores de Justiça do Estado de Minas Gerais, e especialmente o colega, vítima do atentado, na medida em que todo o Estado Democrático de Direito torna-se abalado quando o próprio responsável pela mantença da ordem social é alvo de atentados quando desempenha as funções que lhe são inerentes.

O Ministério Público brasileiro certamente não ficará inerte diante de situações como essas. Pelo contrário, a sua atuação e os esforços envidados no combate à criminalidade serão maiores que os daqueles que pretendem atacar, ilicitamente e covardemente, os representantes de uma Instituição que tem por dever a defesa da ordem jurídica, do regime democrático, dos interesses sociais e individuais indisponíveis e dos interesses difusos e coletivos de toda a sociedade.

Circunscrito ao exposto, pugna pela celeridade na elucidação do crime e de responsabilização rigorosa de todos os envolvidos.

 

Francisco Zanicotti
Presidente da APMP

 

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